

OUVINDO, CONTANDO E RECONTANDO HISTÓRIAS


Espaço de Leitura Griot para 2009 traz como proposta de trabalho o desdobramento do projeto do IEPIC:
“Gentileza Gera Gentileza”
“Eu pergunto a vocês: no mundo meus filhos, quem é mais inteligente o livro ou a sabedoria? Não é a sabedoria? Então, eu sou a sabedoria, nós somos a sabedoria de Deus”
Gentileza
Gentileza um Griot urbano:
A partir da história de vida do profeta Gentileza iremos trabalhar os seguintes itens:
- O significado do Griot em nossa sociedade e nas sociedades africanas.
- As histórias de Gentileza, as nossas histórias e de nossos ancestrais.
- O sentido e a força da palavra para Gentileza e o sentido e a força da palavra para o povo africano.
“A escrita é uma coisa, o saber, outra. A escrita é a fotografia do saber em si. O saber é uma luz que existe no homem. A herança de tudo aquilo que nossos ancestrais vieram a conhecer e que se encontra latente em tudo o que nos transmitiram, assim como o baobá já existe em potencial em sua semente.”
Tierno Bokar
Griot da Nigéria .
"Pode-se dizer que o ofício, ou a atividade tradicional, esculpi o ser do homem. Toda diferença entre a educação moderna e a tradição oral encontra-se aí. Aquilo que se aprende na escola ocidental, por mais útil que seja, nem sempre é vivido, enquanto o conhecimento herdade da tradição oral encontra-se na totalidade do ser."
Amadou Hampaté Bâ.



"Eu achei que a professora se esforçou muito para conseguir essa salinha para os alunos. Eu gostei muito dessa salinha porque me diverti muito vendo filmes, fazendo trabalhos, lendo livrinhos, ouvindo historinhas que a professora contou."
(Thiago/ Turma 601)
"Eu achei a sala legal. Porque têm livros legais e engraçados. Achei os filmes legais principalmente Kiriku, achei ele muito engraçado e bonitinho. Os deveres são legais e a professora também é legal. Todos gostam da salinha. As histórias que a professora conta são legais. As bonecas, a televisão, o rádio... a salinha. Nunca vou esquecer."
(Rita de Cássia/Turma 601)
"Eu achei as historias ótimas e também gostei muito de usar a salinha é muito educativa. Tem filmes interessantes e também gostei dos livros, tem muitos livros bons."
(Antônio/Turma 601).
"(.. ) é interessante a salinha é muito diferente, ela expressa muita energia.Ficar ali sentado em rodinha ao redor dos livros isso é muito bom...a salinha é limpinha, cheirosinha etc...Eu aprendi muito sobre a cultura linda da África..."
(Paulo Hugo/ Turma 602)

"(...) A salinha é super manera eu acho interessante aquelas bonequinhas de pano africanas são lindas!"
(Késia Ferreira/ Turma 602)
"Na aula da professora Perses, assistimos filmes educativos, ouvimos histórias da áfrica e fazíamos vários trabalhos que ensinavam como é importante a cultura e como a África é rica em historias e crenças."
(Victória/Turma 602)

"Eu achei esse espaço muito divertido, legal e interessante. Foi a primeira vez que eu tive aula assim em roda, ouvindo histórias, assistindo dvd, histórias de vida e dos índios e dos africanos. Eu espero que ano que vem esse espaço ainda exista e que eu Thais possa passar vários anos freqüentando esse lindo espaço que é o espaço Griot, um espaço lindo, educativo e maravilhoso."
(Thais/Turma 602)

"Eu gostei dos livros, das revistas, histórias, dos desenhos e do ambiente, ou seja, aonde fica essa árvore em frente."
(Gabriel/ Turma 606)
"Eu achei que as aulas na salinha foram muito boas. A professora dava filmes e lia muitas histórias. A professora falava sobre Griot que contava histórias."
(Luís Fernando/Turma 606)

"Eu gostei dos filmes, dos trabalhos, das histórias, das bonecas, das galinhas d’angola, dos livrinhos e dos poemas."
(Cíntia Matos/ Turma 606)
"Gostei dos filmes das histórias, dos versos do ambiente e da maneira diferente de dar aulas..."
(Fabiana/ Turma 606)
"Gostei da salinha porque lá tinha dvd, televisão, rádio, tinha brincadeira, e a professora contava várias histórias maneiras. E o melhor de tudo é que tinha espelho."
(Carolina/Turma703)

"As aulas da professora Perses foram legais. Fizemos de tudo um pouco. Uma das coisas que agente fez foi a pintura da sala. Esse dia foi super legal. O rapaz veio pintar a sala, veio o outro rapaz e ficou falando sobre a vida dos Griots e muitas outras coisas. Depois vieram os meninos do Hip Hop eles deram palestra e dançaram, colocaram música e muito mais, foi perfeito. A salinha Griot foi a melhor coisa que a professora Perses fez. Agente vai pra lá e se diverte muito. A professora fez a melhor coisa do mundo."

"Salinha mágica. Depois que eu comecei a ter aulas na salinha tudo ficou mais divertido. A aula ficou mais animada. Agente aprende cada vez mais um com os outros... Toda vez que temos aula na salinha parece uma festa de palavras e leituras, informações. Aonde aparecem histórias, lendas e até músicas...Foi um ano de muitas vitórias e muitas conquistas.Eu sei que aprendi muito na salinha Griot.Uma sala cheia de livros e histórias pra contar.Vou guardar pra sempre. Só tenho mais, é que agradecer por tudo mesmo. Depois que eu comecei a ter aulas na salinha eu até gostei mais de ler."
Seis pequenos contos africanos sobre a criação do mundo e do homem.
Raul Lody. Pallas. 2006
Há muito tempo, o Brasil recebeu muitos homens e mulheres que foram capturados em diversos lugares da África e escravizados. A história de seus povos, os segredos da sua religião, os modos de fazer as coisas eram contadas pelos mais velhos para os mais jovens. Falaram de seus deuses, de seus mistérios, de sua sabedoria. E as velhas lendas continuaram a ser narradas.
Quianda e Quicimbe

Algumas cenas do desenho:
As fábulas africanas contadas para as crianças, além de divertir, têm uma função primordial:
EDUCAR
Seja para respeitar os mais velhos, seguir os costumes tradicionais ou para enfatizar a força da inteligência, entre outros valores e ensinamentos.
E há, também, uma infinidade de histórias para explicar a aparência de alguns animais, como os dois recontos aqui apresentados, originários de diferentes povos do Sul da África.
Referência Bibliográfica:
Outros Contos Africanos para Crianças Brasileiras.
Rogério Andrade Barbosa. Ilustrações Maurício Veneza. Paulinas2006